Você não se esqueceu, não deixou de amar, mas é que, algumas pessoas passam em nossas vidas, nos iluminam, ensinam coisas maravilhosas, nos fazem rir como não se houvesse amanhã, enxugam nossas lágrimas, dão conselhos, discutem contigo, pelo  teu bem, é claro. E depois de amar tanto, elas simplesmente se vão, não porque querem, não porque não gostam mais de você, apenas por que a vida é assim, é como aquela metáfora que insistem em dizer, que a vida é como um trem, o qual entram pessoas novas a cada estação, e ao mesmo tempo algumas saem. E isso é natural, a gente não força a saída de alguém de nossas vidas, elas simplesmente se vão, pela necessidade de conhecer coisas novas, de alçar voos maiores, e talvez nós não estejamos prontos para alcançarmos tal altura, quem sabe um dia, essa pessoa volte, e nos mostre tal caminho? Ou quem sabe, nós mesmos, sejamos capazes de se libertar, e traçar os nossos próprios caminhos. É claro que as conversas vão ficando raras, que a intimidade, com o tempo, vai se perdendo. Mas o amor, continua ali, por isso eu insisto, em sempre dar um “oizinho” “como vai, você?”, pra mostrar que, independentemente da distância física e agora até mesmo emocional, eu ainda lembro dessas pessoas, que foram incríveis em minha vida. E eu as amo, como desde a primeira vez que conversamos, até agora. Fica impossível esquecer alguém que te cativou.




           Algumas vezes em nossas vidas nós nos sentimos inseguros, cheios de crises e coisas que fazem com que a gente não caminhe, simplesmente não saia do lugar, um receio enorme de errar surge dentro de nós, como um meio de nos guardar e proteger, mas é aí que você se cansa da sua vida monótona, do tédio, das coisas que não acontecem, da vida que não é vivida, pois ela simplesmente passa, sem você ao menos perceber.
              O difícil é dar o primeiro passo, é se libertar das garras e incertezas do passado e se permitir à novos conhecimentos, sorrisos, abraços, e até mesmo decepções. Você quer trocar de corte de cabelo, mas tem medo que fique horrendo (cabelo cresce pow!), você tem uma enorme indecisão se deve ou não chamar tal pessoa para sair com o medo de um não, mas a questão é, porque temer o não, se ao invés disso você poderá receber um sim. Decepções fazem parte da vida, mas a alegria é consequência dos riscos que nós nos permitimos tomar, eu cansei de esperar tudo acontecer, e você? Que tal se juntar a mim, e começar a correr também atrás de suas metas? Pois eu farei isso.
             Eu tenho medo, estou indecisa, insegura, não sei de devo, mas vou dar um passo de cada vez, e ao decorrer do tempo, quando eu me sentir mais segura, tento andar mais rápido, e por mais que existam pedras no caminho eu vou tentar desviar, e se eu tropeçar e cair, vou me levantar, pois afinal, faz parte, e eu vou andar mais rápido, logo estarei correndo, e quanto mais rápido eu correr mais próxima dos meus sonhos eu vou estar. E então? Vai ficar sentado aí, esperando as coisas acontecerem como um passe de mágica? Falta coragem! Pois eu te digo, viver já é um ato de coragem, se você está nesse momento lendo isso, você é a pessoa mais corajosa que eu conheço.




Engraçado né? A gente cobra tanto dos outros mas não somos capazes de enxergar o próprio nariz, cobramos por atitudes mas não agimos, cobramos por compreensão mas somos os primeiros à julgar, queremos que as pessoas nos esperem, mas não saímos do lugar. É que é bem mais cômodo esperarmos dos outros do que corrermos atrás, não é mesmo? Esses dias eu descobri que realmente quem quer vai atrás, e se der medo vai com medo também, pois afinal é isso o que nos limita, é esse tal medo da vida, das escolhas, dos castigos que a vida nos impõem, ele faz com que a gente não tente, ele destrói sonhos, contudo temos que abrir nossos olhos, pois alguns momentos e até mesmo algumas pessoas valem à pena o risco a ser corrido, você só deve tomar cuidado ao identificá-las.



Dia desses eu estava olhando no espelho e comecei a perceber que cada linha, curvatura, e expressão do meu corpo inteiro, é único, isso me encantou, e então eu aprendi à gostar do que estava vendo, aprendi a gostar daquelas pintinhas que eu tenho no ombro, comecei à enxergar com outros olhos as sardas que eu tenho em minhas bochechas, comecei a gostar das cicatrizes que os tombos foram deixando com o tempo, gostei de tudo o que vi, pois afinal eu sou isso, sou um emaranhado de histórias, de sentimentos, tanto bons como ruins, sou única, e não haveria graça alguma ser igual, aprendi à gostar de mim inteira, mesmo sendo uma metade meio torta e sem sentido, aprendi que nada nem ninguém vai me substituir, pois cada qual é insubstituível, aprendi que se eu entregar amor ao mundo, esse amor voltará em dobro, com isso também aprendi à ter amor próprio, pois Vovó Hilda já dizia "Menina, cê não tens amor próprio, quem vai te amar, Mila? Quem?", aprendi... Aprendi como se aprende a letra de uma nova música, a qual de vez em quando você esquece, mas então você lembra o quão linda ela é (a música e você) e então você lembra, reaprende a gostar da música e a cantá-la, reaprende a dizer à si mesma "Eu sou linda e nada vai me deixar para baixo". De vez em quando a gente esquece disso, mas noutras vezes lembramos, e repetimos como um mantra "Sou linda... Sou linda! eu me amo" até que isso grude em nossa mente.

                                                                                                            





Apenas um textinho para reflexão

Ela morreu sem ter lido todos os livros que ela queria ter lido, morreu sem ter dito eu te amo, morreu antes de ter entrado numa faculdade, sem ao menos saber qual faculdade gostaria de fazer, ela morreu sem saber a continuação da sua fic predileta, antes de ter ido à Roma. Morreu sem conhecer os seus amigos virtuais, deixou também de ter conhecido o seu ídolo, ela morreu e não conseguiu encontrar o amor da sua vida, morreu sem saber amar e ser amada. Morreu sem dar um último melhor abraço do mundo, sem ter visto neve. Morreu sem saber o que é auto-estima. Sem saber que muitos a amavam, sem perceber que iria fazer falta se fosse. Ela, na verdade não soube o que era felicidade. Partiu sem ter um cão e um gato, sem ter pulado de para-quedas e também sem o primeiro beijo. Morreu sem antes dar um mero Olá, Bom dia, e um Obrigada. E a morte tomou conta dessa garota, à partir do momento em que ela deixou de acreditar em si mesma, deixou de acreditar em seus sonhos, em que ela acima de tudo teve medo, ou até mesmo deixou de lutar! noutras vezes fora orgulhosas, egoísta. O que as pessoas não sabem, é que existem muitos outros iguais à ela, já estão mortos, só esqueceram de avisá-los, e pode ter certeza, esse tipo e morte é a pior. Achar que é incapaz, não-merecedor, isso é a coisa mais triste que existe. Ela simplesmente se foi, ficou presente em corpo, mas sua alma estava desgastada, seus sonhos corroídos pelo mal, suas dores se tornaram profundas, ela cansou de lutar, pela vida, por seus desejos. Ela apenas sobreviveu a vida, não a viveu em si, não sorriu o quanto deveria sorrir, não quis errar para aprender, não abraçou o tanto que queria, não amou intensamente. E ela podia estar viva nesse momento, podia mudar a sua vida, fazer do seu passado mais feliz, mas não o fez, pois ela se foi, junto com as suas ambições, seus sonhos, com os seus desejos. Ela continua intacta, e ainda tem chances para mudar esse teu passado/presente/futuro, mas não o deseja mais, quer apenas ser isso, o que chama de solidão. Parece não haver mais volta.

Camila Rodrigues


Me olho no espelho e vejo que eu não sou aquilo que transpareço ser, então quem eu sou?, essa pergunta domina os meus pensamentos e numa tentativa frustrante eu tento me encontrar, tento saber o por quê disso tudo, da vida em que vivo, das escolhas que eu faço, olho no fundo dos meus olhos, o reflexo do espelho me reflete e me faz refletir, porém não me enxergo por inteira, o brilho no olhar não existe, me aprofundo ainda mais, e quase que por meio segundo consigo ver a minha alma, vagando solitária por um corpo também solitário, uma carcaça que não faz sentido algum, que não serve para nada. Por fora estou bem, por dentro as coisas não são bem assim. Quem me vê, pensa que eu sou uma qualquer,  mas ninguém é qualquer um, todos tem suas histórias, suas lutas e glórias, mas também tem perdas e coisas com que se envergonhar, quero um espelho que mostre isso! O que realmente somos e não o que as pessoas veem e acham, quero um espelho que mostre os sentimentos, e o caráter. Aliás, não é bem de um espelho que estou falando, eu não quero espelhos! Eu quero pessoas que encontrem em nossos olhares o que realmente somos, as coisas por que passamos e que não nos julguem, quero que elas entendam. Mas afinal, as pessoas são assim, vagas, me fazem refletir, mas em conceito algum eu chego, pois dentro de cada uma delas existe algo que não dá para enxergar, as pessoas… se espelham em outras e acabam não sendo elas mesmas, o espelho é capaz de refletir algo que parecemos ser, mas na verdade não somos, as pessoas são apenas um corpo, e essas se delimitam a isso, em ter um corpo mais bonito, é como se é valorizado o espelho com a moldura mais bonita. Mas afinal, você quer ser somente o reflexo de algo que não é? Creio que não.

- Camila Rodrigues.

Me digam o que vocês entenderam sobre o texto. :)

 


Sobre a Autora:
Camila Camila Rodrigues, uma baixinha que ama coisas vintages, borboletas, sorvete e chocolate, tem 15 anos e mora no interior de São Paulo. Quer saber mais? clique aqui.
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